
Tiniguena acolherá a partir do dia 21 de fevereiro, a exposição de pintura intitulada “Olhar do Invisível” do artista plástico, Pequeno Águas, com vista a promover o acesso à arte e proporcionar a interação entre o publico, o autor e as obras, como também reconhecer o artista pelo seu contributo na luta contra as desigualdades.
A Exposição “Olhar do Invisível”, organizada pela Fundação MoAC Biss, propõe uma travessia sensível pelo universo pictórico de Pequeno Águas, artista guineense cuja obra nasce do encontro entre vivência pessoal, memória coletiva e reflexão sociológica.
As obras que retratam infâncias interrompidas, sonhos adiados, desigualdades persistentes e resistências silenciosas, permanecerão no salão Multiuso “Augusta Henriques” na sede da Tiniguena até o dia 06 de março.
Augusto Na M'bim, conhecido artisticamente como Pequeno Águas (1997, Gabú - Guiné-Bissau), é artista visual, educador comunitário e líder cultural. Cresceu em Bafatá, onde construiu uma trajetória marcada pelo ativismo infantil e juvenil, pelo trabalho comunitário e pela arte enquanto ferramenta de transformação social.
É licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Amílcar Cabral da Guiné-Bissau e possui formação complementar em Práticas Artísticas Comunitárias, Cenografia, Teatro do Oprimido e Comunicação Cultural pelo Centro de Artes Cénicas Transdisciplinares de Bissau (Ur_Gente), bem como em Gestão Cultural, pelo Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense.
É porta-voz do coletivo artístico Galeria Jovem, fundador da Academia de Arte Pequeno Águas e criador do projeto "Cores de Esperança: Meninas nas Artes Plásticas". A sua produção artística centra-se em temas como a infância, a memória, a desigualdade, a resistência e a esperança, transformando vivências pessoais e coletivas em processos de criação. A sua obra afirma a arte como caminho de inclusão, cura e construção de futuro.