DIRECTOR EXECUTIVO REAFIRMA QUE TINIGUENA CONTINUARÁ ENGAJADA NO REFORÇO DO PROCESSO DE CONSERVAÇÃO NAS ILHAS BIJAGÓS

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Publicado por: Mamadu Alimo
Data: Fevereiro 2, 2026

O diretor executivo da Tiniguena Miguel de Barros reafirmou que a Tiniguena continuará engajada no reforço do processo de conservação nas ilhas Bijagós através da governação participativa das comunidades sobretudo nas áreas protegidas, sítio primordial da intervenção da organização ao longo dos anos promovendo também a conectividade entre essas áreas e as outras ilhas permitindo a melhoria de condições de vida.

Miguel de Barros fez essa afirmação, durante o lançamento do 33º calendário temático da Tiniguena "BIJAGÓS-SÍTIO DO PATRIMÓNIO MUNDIAL NATURAL" em homenagem ao reconhecimento dos ecossistemas dos bijagós pela UNESCO.

Alertou que apesar dos Bijagós terem conquistado o estatuto de Património Natural Mundial, o modelo de privatização das ilhas pode por em causa O Património Natural dos Bijagós pelo que recomenda a sua redefinição como bases que orientam o modelo turístico. A ausência do Estado permite às estruturas clandestinas e às atividades ilícitas, principalmente a pesca ilegal e não declarada, a instalação pelos estrangeiros de acampamentos de pesca que estão a por em causa o ecossistema local com a destruição das zonas mais emblemáticas e mais ricas.

Recomendou um maior investimento não só na fiscalização, mas na proteção da costa da zona económica exclusiva da Guiné-Bissau e de todo o ecossistema marinho principalmente na zona costeira dos largos dos Bijagós.

“Temos vários desafios nos bijagós, desafios na conservação, mas também o desafio da governação do próprio território, desafios da melhoria das condições de vida da capacidade económica de repartição justa das riquezas bijagós, para os que estão nas ilhas. E também acima de tudo para que o futuro dos bijagós seja um futuro que permita a sua melhor integração a escala nacional, regional e mundial”, disse.

Por outro lado, destacou que a economia azul é uma garantia que a Guiné-Bissau tem para a autonomia da segurança alimentar, económica e territorial. Razão pela qual disse que é fundamental que o Estado guineense não só repense, mas promova o debate publico sobre o projecto de prospeção do petróleo ao largo dos Bijagós porque isso sim pode por em causa não só o património, mas a própria permanência das pessoas nessa região.

“Nós não podemos pôr em causa todo o potencial da segunda zona mais importante na concentração da biodiversidade da Africa Ocidental que é bijagós para um projecto que não sabemos o que vai dar. A exploração de petróleo no contexto dos bijagós não tem uma profundidade em termos de longevidade mais de trinta anos, mas a Guiné-Bissau tem existido com o peixe, com o mar e com o acesso à zona costeira” concluiu.

A Tiniguena é uma organização não governamental guineense fundada em 1991, que visa promover o desenvolvimento participativo e durável, baseado na conservação dos recursos naturais e culturais e no exercício da cidadania.
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