LANÇADO EM BISSAU O 33º CALENDÁRIO DA TINIGUENA INTITULADO "BIJAGÓS - SÍTIO DO PATRIMÓNIO MUNDIAL NATURAL"

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Publicado por: Mamadu Alimo
Data: Janeiro 31, 2026

A Tiniguena em parceria com Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas e com a Parceria Regional para a Conservação da zona Costeira e Marinha na África Ocidental lançou hoje a 33ª edição do calendário temático "BIJAGÓS - SÍTIO DO PATRIMÓNIO MUNDIAL NATURAL" em homenagem ao reconhecimento dos ecossistemas dos bijagós pela UNESCO.

O ato de lançamento decorreu na sede da Tiniguena em Bissau, juntou várias individualidades e instituições parceiras com destaque as representações diplomáticas da União Europeia e da Cooperação Portuguesa, com o objetivo não só de celebrar a conquista do estatuto de Património Natural Mundial, mas também de lembrar os desafios e responsabilidades dos atores na preservação e valorização dos ecossistemas dos Bijagós.

A cerimónia foi presidida pela diretora Geral do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), Aissa Regalla de Barros que no seu discurso disse que o calendário demostra o papel das mulheres bijagós na preservação do mar e da natureza que muitas vezes é omisso nas histórias e reuniões.

Lembrou que o processo do reconhecimento dos Bijagós como património Mundial Natural foi marcado por persistências, visões e um compromisso continuo que é demonstrado nesta edição do calendário da Tiniguena que foi considerado pela Diretora do IBAP de “bela e justa homenagem” a todo o trabalho árduo no desenvolvimento ao longo dos anos.

“Estamos aqui não apenas para celebrar um calendário, mas uma história uma identidade e um património que pertence agora não só à Guiné-Bissau, mas a Humanidade. Este lançamento reveste-se de um simbolismo muito particular por acontecer no dia da Mulher Guineense, uma data que dialoga profundamente com a denominação da candidatura Omati Ominho que significa a Mãe da Água, por isso é um dia extremamente importante para o calendário e para as mulheres bijagós” realçou Aissa Regalla.

O diretor da Tiniguena Miguel de Barros realçou os esforços da equipa guineense que conduziu o processo da classificação dos arquipélagos dos bijagós como património mundial, contudo disse que ainda existem desafios principalmente no domínio da conservação e governação do território, na melhoria das condições de vida das populações, a capacidade económica e de repartição justa dos recursos desses sítios classificados para que beneficiem as populações.

Por sua vez, o representante da PRCM, Bucar Indjai reforçou a disponibilidade da sua organização em apoiar as iniciativas no domínio da conservação das zonas costeiras e melhoria de vida das populações nessas zonas dos recursos naturais dos Bijagós.

De referir que o arquipélago dos bijagós foi classificado pela UNESCO, como Património mundial natural em julho de 2025. Arquipélagos dos Bijagós têm três áreas marinhas protegidas, nomeadamente a Área Marinha Protegida Comunitária das Ilhas de Urok, Parque Nacional de Orango e o Parque Nacional Marinho João Vieira nas ilhas Urok.

A Tiniguena é uma organização não governamental guineense fundada em 1991, que visa promover o desenvolvimento participativo e durável, baseado na conservação dos recursos naturais e culturais e no exercício da cidadania.
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