
No quadro da implementação do projecto Ação Climática Feminista na África Ocidental (ACF-AO), foram capacitados estudantes das ilhas de Urok, Uno, Orango e Canhabaque sobre Políticas Publicas de Conservação e de gestão de recursos naturais, promovendo assim a consciência ambiental no meio escolar e a participação informada na gestão comunitária dos recursos, garantindo uma exploração sustentável para as gerações vindouras.
A formação decorreu na ilha de Formosa, juntou estudantes provenientes de diferentes estabelecimentos do ensino das ilhas Urok, Uno, Orango e Canhabaque com o objectivo de promover mais engajamento dos jovens na proteção e conservação dos recursos naturais das suas comunidades, respeitando os quadros legais da gestão e da cogestão das áreas marinhas protegidas.
Durante o encontro foram abordadas questões sobre as legislações ambientais e das áreas protegidas, o papel da política publica na conservação dos recursos naturais, estratégia Nacional de Biodiversidade Alterações Climáticas, Género e Justiça Climática.
Os participantes ao encontro trouxeram reflexões sobre a proteção que as leis ambientais dão aos recursos principalmente nas áreas protegidas e a sua influência na economia local. Por outro lado, debruçaram-se sobre o aumento da vulnerabilidade das ilhas divido as alterações climáticas, o importante papel das mulheres no fortalecimento da gestão e conservação.
O projeto Ação Climática Feminista na África Ocidental (ACF-AO), implementada em parceria com a ONG canadiana INTER PARES, tem como fim aumentar as respostas comunitárias à adaptação das mudanças do clima e o reforço da participação das mulheres rurais e dos jovens na governança local da biodiversidade e na ação climática na região de Bolama Bijagós e de Quinará.