As participantes do Fórum de Mulheres de Urok recomendaram a realização de um estudo sobre as conchas e os moluscos a fim de se saber a época de sua reprodução, tendo em conta que grupos de mulheres em diferentes ilhas que apesar de declararem respeitar o período de repouso, a reprodução das conchas continua a diminuir.
O evento realizado no âmbito da implementação do Projeto Acão Climática Feminista na Africa Ocidental, decorreu em Formosa juntou 140 mulheres provenientes das ilhas de Uno, Canhabaque, Orango, ilhas Urok e Nago, e permitiu às mulheres refletirem sobre seus papeis na conservação e gestão dos recursos naturais, a sua participação nas esferas de decisão e as problemáticas do género. E trocaram experiências sobre os modelos de gestão de parques e áreas protegidas.
Após as reflexões, concluíram que um dos motivos que faz com que as mulheres não estejam no comité de gestão de Urok é a não participação nos comités de gestão de base das suas tabancas, e que a notável desaparecimento dos moluscos principalmente das conchas deve-se ao pouco conhecimento sobre seu período de reprodução.
Encorajaram também a participação das Mulheres no Comité de Gestão de Base das Aldeias para puderem ter acento no Comité de Gestão de UROK. Apoiaram a criação de centros de formação para as meninas e mulheres, a criação de lojas comunitária como forma de apoiar o crescimento da atividade económica das mulheres e a construção de pequenos portos que facilitem a embarcação de produtos.
De realçar que desde 2014, se realiza o fórum de mulheres de Urok que visa reforçar e promover a liderança das mulheres em Urok; criar um espaço próprio de encontros, intercâmbio, solidariedade, amizade e reforço mútuo entre as mulheres da AMPC de Urok; promover uma visão própria das mulheres, desenvolver a sua capacidade de resposta e elevar a sua voz ao nível de Urok.
O projeto Ação Climática Feminista na África Ocidental (ACF-AO) é implementado em parceria com a ONG canadiana INTER PARES nas regiões de Bolama Bijagós e de Quinará
A decorrer na ilha de Formosa, o fórum das Mulheres de 2026 sob lema “20 Anos de Gestão partilhada da AMP-Urok: o Papel das Mulheres na Governança e Gestão dos Recursos Naturais”.
O fórum que reúne mais de cem mulheres das comunidades integrantes da Área Marinha Protegida Comunitária Urok, Parque Nacional de Orango, Parque Nacional João Vieira - Poilão, também mulheres das ilhas de Uno e Soga, visa discutir o papel das mulheres na governança e gestão dos recursos naturais nos parques e promover a participação das mulheres nos órgãos de gestão e trocas de experiências entre essas comunidades no que toca a conservação e gestão sustentável dos recursos.
Este fórum é realizado com o apoio do projeto Ação Climática Feminista na África Ocidental (ACF-AO), implementado em parceria com a ONG canadiana INTER PARES nas regiões de Bolama Bijagós e de Quinará.
Trabalho das mulheres na agroecologia ganha destaque em feira de produtos locais realizada pela Tiniguena.
A realização da Feira da Agroecológica destacou o trabalho das mulheres das zonas rurais da Guiné Bissau. A iniciativa que reuniu produtoras provenientes das regiões de Bafatá, Bolama- Bijagós, Oio e Quinara e teve como objetivo promover e facilitar a comercialização de produtos agroecológicos
Durante os dois dias do evento, as mulheres expuseram diversos produtos agrícolas cultivados localmente com base em práticas de agricultura biológica, atraindo vários consumidores, que elogiaram a qualidade dos produtos e a importância da iniciativa para incentivar o consumo de alimentos naturais localmente produzidos.
Aissato Dabo agradeceu a realização do Djumbai entre produtoras e Bideras e a organização da feira, sublinhando que iniciativas deste género ajudam a aproximar quem produz, quem comercializa e quem consome os produtos locais. No entanto, lamentou as dificuldades na venda dos produtos agrícolas cultivados nas comunidades, principalmente no que toca ao seu transporte e conservação .
Por sua vez, Ruguiato Baldé, coordenadora do projeto EGALE-AO, destacou a importância de reforçar o apoio às mulheres produtoras, sobretudo neste período de colheita. Segundo ela, o setor agrícola precisa de políticas que apoiem não apenas a produção, mas também o escoamento e a comercialização dos produtos. “Esta feira cria um espaço de encontro entre produtoras, comerciantes e consumidores, valorizando os produtos locais e incentivando práticas agroecológicas nas comunidades.”
Ainda sobre a valorização da produção agrícola teve lugar no dia 12, de março, antes da feira, um djumbai entre produtoras e bideras, realizado pelo projeto EGALE-AO em parceria com a iniciativa Nha Bida. O objetivo deste visa criar uma rede de contacto entre produtoras e comerciantes, para facilitar o acesso ao mercado e valorizar o papel das mulheres na promoção da agroecologia e da produção local, com intenção de aproximar os dois grupos, fortalecendo assim a colaboração futura.
A feira e o Djumbai visaram criar redes de contacto, valorizar a produção local e reforçar o papel das mulheres na agroecologia.
No âmbito da implementação do Projeto EGALE-AO – Reforço da Igualdade de Género através da Agroecologia Liderada pelas Mulheres na África Ocidental, será realizada uma Feira Agroecológica dedicada à promoção e valorização dos produtos hortícolas cultivados por mulheres produtoras das comunidades rurais.
A feira terá lugar nos dias 13 e 14 de março de 2026, das 09h00 às 13h30, nos jardins da Tiniguena, e contará com a participação de várias associações de agricultoras das regiões de Bafatá, Bolama-Bijagós, Oio, e Quinara, que irão comercializar os seus produtos orgânicos.
A iniciativa visa aproximar produtoras e consumidores, promovendo o consumo de produtos locais e criando oportunidades de contacto direto entre as agricultoras e potenciais compradores, como comerciantes, restaurantes, hotéis, instituições e o público em geral.
O público está convidado a visitar a feira, conhecer os produtos da terra e apoiar o trabalho das mulheres produtoras rurais.
No quadro da implementação do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Económico das Regiões do Sul (PADES), os agricultores das comunidades do sector de Uno e de Caravela foram treinados em técnicas de construção dos fogões melhorados agrogeológicos, promovendo o empreendedorismo local e a sustentabilidade ambiental.
As sessões de treinamentos decorreram em Uno (setor de uno) e Formosa (sector de caravela) reunindo jovens e adultos com o objectivo de contribuir para a mitigação do desmatamento, redução dos esforços das mulheres, melhoramento da qualidade de vida dessas comunidades e também proteger a saúde ocular.
Os beneficiários aprenderam sobre as técnicas desde a identificação do espaço estratégico, a preparação da massa e o acabamento utilizando conchas não só para dar beleza, mas também para garantir a sua durabilidade.
Para além das técnicas de construção de fogões, essas comunidades beneficiaram também da replicabilidade das sessões de formação no domínio da produção de biopesticidas e biofertilizantes, incentivando assim a produção sustentável nas comunidades para evitar o uso excessivo de defensivos e adubos químicos na produção dos beneficiários do projeto e, também, diminuição dos custos de produção com compras dos agrotóxicos.
Os beneficiários demostraram-se satisfeitos e exortaram mais formações do género permitindo maior dinamização das atividades agrícolas e desenvolvimento local.
PADES é cofinanciado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Fundo da OPEP para o Desenvolvimento Internacional, o "Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Económico das Regiões do Sul (PADES)" visa contribuir para a redução da pobreza através da criação de condições para o desenvolvimento sustentável da economia rural e do reforço das capacidades socioeconômicas das comunidades das comunidades rurais de Tombali, Quinará e Bolama-Bijagós.
No quadro da implementação do projecto Ação Climática Feminista na África Ocidental (ACF-AO), foram capacitados estudantes das ilhas de Urok, Uno, Orango e Canhabaque sobre Políticas Publicas de Conservação e de gestão de recursos naturais, promovendo assim a consciência ambiental no meio escolar e a participação informada na gestão comunitária dos recursos, garantindo uma exploração sustentável para as gerações vindouras.
A formação decorreu na ilha de Formosa, juntou estudantes provenientes de diferentes estabelecimentos do ensino das ilhas Urok, Uno, Orango e Canhabaque com o objectivo de promover mais engajamento dos jovens na proteção e conservação dos recursos naturais das suas comunidades, respeitando os quadros legais da gestão e da cogestão das áreas marinhas protegidas.
Durante o encontro foram abordadas questões sobre as legislações ambientais e das áreas protegidas, o papel da política publica na conservação dos recursos naturais, estratégia Nacional de Biodiversidade Alterações Climáticas, Género e Justiça Climática.
Os participantes ao encontro trouxeram reflexões sobre a proteção que as leis ambientais dão aos recursos principalmente nas áreas protegidas e a sua influência na economia local. Por outro lado, debruçaram-se sobre o aumento da vulnerabilidade das ilhas divido as alterações climáticas, o importante papel das mulheres no fortalecimento da gestão e conservação.
O projeto Ação Climática Feminista na África Ocidental (ACF-AO), implementada em parceria com a ONG canadiana INTER PARES, tem como fim aumentar as respostas comunitárias à adaptação das mudanças do clima e o reforço da participação das mulheres rurais e dos jovens na governança local da biodiversidade e na ação climática na região de Bolama Bijagós e de Quinará.
A Tiniguena e a Associação cabo-verdiana para Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD), mantiveram um encontro de trabalho na sexta-feira, 20 de fevereiro, na Cidade da Praia, em Cabo-Verde com vista à revisão e atualização do protocolo de cooperação entre as duas organizações nos domínios da conservação do ambiente, saneamento urbano e gestão de resíduos, educação ambiental, monitorização e conservação dos espaços e desenvolvimento sustentáveis de suas comunidades.
A Tiniguena foi representada na reunião com a direção do ADAD, pelo seu Diretor Executivo, Miguel de Barros que também partilhou as experiências da Guiné-Bissau no que tange ao contributo da sua organização na intervenção junto das comunidades locais, promoção de modelos de economia social com base na valorização da biodiversidade, justiça socioambiental, da governação participativa nas áreas protegidas, monotorização e influência de políticas públicas ambientes. Por sua vez o anfitrião, Januário Nascimento, Presidente da ADAD, apresentou a trajetória da sua organização, os trabalhos realizados nos domínios das mudanças climáticas, educação ambiental, saneamento e gestão de resíduos, da segurança alimentar e do turismo sustentável mediante a realidade de cada zona.
Estas duas organizações ambicionam articular uma intervenção internacional concertada, tanto a nível da África Ocidental como dos Países da Língua Oficial Portuguesa para dar protagonismo das agendas ambientais nos seus países, nos fóruns sub-regionais e internacionais e coordenar posicionamentos conjuntos face aos desafios da governança na área ambiental, através de projetos concretos que promovam e valorizem as experiências nacionais e a integração regional.
Tiniguena e ADAD integram conjuntamente várias redes e espaços internacionais, com destaque para UICN, PRCM e RAMPAO.
No quadro do projecto IParticipate, foi apresentado na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 a plataforma digital “IParticipate” e a sua funcionalidade aos jornalistas, jovens das organizações da sociedade civil e influencers, promovendo com isso a cidadania digital através da utilização e alimentação da nova plataforma com conteúdos do interesse publico que fortalecem a participação cívica dos cidadãos.
Durante o evento organizado pela Tiniguena em parceria com o Centro Cultural Franco Bissau Guineense e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Guiné-Bissau (PNUD) no centro cultural Francês, foram apresentados os projectos e a Plataforma “IParticipate”, os seus objetivos e suas funcionalidades (front e back ofice) com o desígnio de promover o acesso às novas tecnologias e à literacia digital e apoiar os jornalistas e criadores digitais a se destacarem no mundo digital com conteúdos credíveis e de interesse publico.
Também o encontro serviu para os participantes refletiram sobre seus papeis enquanto fazedores de opiniões e desempenhos no fortalecimento da democracia.
Na abertura da apresentação, o coordenador do Projecto “IParticipate”, Erikson Mendonça realçou a importância e o objectivo da criação tanto da plataforma “IParticipate” bem como do estúdio “Kau Kast”, de forma a atender as necessidades de comunicação e engajamento cívico.
A complementaridade destas duas permitiu as OSC a maximizar o impacto de suas ações de forma mais acessíveis e com conteúdos de qualidades que estarão sempre abertos para a produção e divulgação. Encorajou os participantes a explorarem no máximo essas oportunidades de interação e de partilhas de ideias.
Após o encontro, o jornalista Aguinaldo Ampa, considerou de interessante e frutuoso a formação devido aos conteúdos ministrados sobre como funciona, como utilizar estas ferramentas que disse serem acessíveis e importantes para a mudança do comportamento das pessoas nas plataformas digitais.
“Vou dar o meu máximo para dominar o uso desta plataforma e contribuir na sensibilização das pessoas e corrigir alguns males que estão a afetar negativamente a sociedade guineense, sobretudo os conteúdos digitais” concluiu.
Financiado pelo PNUD, através do Projeto de Apoio ao Ciclo Eleitoral (PACE), “I-Participate” é uma iniciativa das organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau, em parcerias com o Centro Cultural Franco Bissau-Guineense e Projeto Boa Governação, que por meio de uma plataforma digital visa ampliar o espaço de diálogo e debate público, especialmente entre os jovens, sobre as problemáticas das suas comunidades, acelerar o fluxo das comunicações, assegurando a integridade das informações facilitando a comunicação em massa, tornando a esfera pública mais democrática e acessível, promovendo o acesso às novas tecnologias e à literacia digital.
Tiniguena acolherá a partir do dia 21 de fevereiro, a exposição de pintura intitulada “Olhar do Invisível” do artista plástico, Pequeno Águas, com vista a promover o acesso à arte e proporcionar a interação entre o publico, o autor e as obras, como também reconhecer o artista pelo seu contributo na luta contra as desigualdades.
A Exposição “Olhar do Invisível”, organizada pela Fundação MoAC Biss, propõe uma travessia sensível pelo universo pictórico de Pequeno Águas, artista guineense cuja obra nasce do encontro entre vivência pessoal, memória coletiva e reflexão sociológica.
As obras que retratam infâncias interrompidas, sonhos adiados, desigualdades persistentes e resistências silenciosas, permanecerão no salão Multiuso “Augusta Henriques” na sede da Tiniguena até o dia 06 de março.
Augusto Na M'bim, conhecido artisticamente como Pequeno Águas (1997, Gabú - Guiné-Bissau), é artista visual, educador comunitário e líder cultural. Cresceu em Bafatá, onde construiu uma trajetória marcada pelo ativismo infantil e juvenil, pelo trabalho comunitário e pela arte enquanto ferramenta de transformação social.
É licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Amílcar Cabral da Guiné-Bissau e possui formação complementar em Práticas Artísticas Comunitárias, Cenografia, Teatro do Oprimido e Comunicação Cultural pelo Centro de Artes Cénicas Transdisciplinares de Bissau (Ur_Gente), bem como em Gestão Cultural, pelo Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense.
É porta-voz do coletivo artístico Galeria Jovem, fundador da Academia de Arte Pequeno Águas e criador do projeto "Cores de Esperança: Meninas nas Artes Plásticas". A sua produção artística centra-se em temas como a infância, a memória, a desigualdade, a resistência e a esperança, transformando vivências pessoais e coletivas em processos de criação. A sua obra afirma a arte como caminho de inclusão, cura e construção de futuro.
A Tiniguena e a Rede de Jovens Bijagós em Defesa de Clima (REJOBIC) da Ilha de Canhabaque promoveram a limpeza da praia do Parque Nacional Marinha João Vieira e Poilão, visando contribuir para a proteção do meio ambiente e o bem-estar da comunidade e das tartarugas.
Na limpeza, envolveram-se 25 jovens pertencentes a Rede de Jovem Bijagós em Defesa do Clima (REJOBIC) provenientes da ilha de Canhabaque, que retiraram lixos nas diferentes praias do parque com o objectivo de promover a preservação ambiental, a conscientização da população e o fortalecimento do senso de responsabilidade coletiva tendo em consideração que o parque João Vieira e Poilão é um dos locais mais importantes a nível mundial para a preservação das tartarugas verdes.
Para além da retirada dos lixos, foram também colocados tanques de lixos nos lugares estratégicos.
“Praia é um espaço natural de grande importância ambiental, social e econômica, sendo fonte de lazer, sustento e identidade cultural para a comunidade local. No entanto, o acúmulo de resíduos sólidos tem causado impactos negativos ao meio ambiente marinho, à saúde pública e à imagem do local. Os jovens foram organizados em grupos e receberam orientações sobre a segurança, separação de resíduos e áreas de atuação” Naentrem Sanca, técnica do projeto AC-FAO.
Esta ação decorre no âmbito do projeto Ação Climática Feminista na África Ocidental (ACF-AO), implementada em parceria com a ONG canadiana INTER PARES, a fim de aumentar as respostas comunitárias à adaptação das mudanças do clima e o reforço da participação das mulheres rurais e dos jovens na governança local da biodiversidade e na ação climática.