A Tiniguena vai lançar, na próxima terça-feira, 28 de julho, o Projeto ReLiMa – Redução do Lixo Marinho na Guiné-Bissau, tendo como objetivo incentivar ações de proteção dos ecossistemas marinhos e promover uma gestão mais sustentável dos resíduos, envolvendo as comunidades na mitigação da poluição nos oceanos.

O lançamento será marcado por um workshop que servirá como espaço de diálogo, partilha de experiências e concertação entre os diferentes intervenientes que trabalham na área da gestão de resíduos sólidos e da conservação ambiental. O intuito é fortalecer as parcerias necessárias para enfrentar os desafios relacionados com a redução do lixo marinho no país.

Durante o encontro, serão apresentados os objetivos, as atividades previstas e os resultados esperados, bem como a criação do Comité de Pilotagem e as oportunidades de colaboração no âmbito da implementação do projeto ReLiMa.

O projecto irá abranger as comunidades do sector autónomo e da região de Bolama Bijagós.

O ReLiMa é uma iniciativa regional de cinco anos (2026-2030), financiada pelo Ministério Federal do Ambiente da Alemanha (BMUV) através do Programa de Subvenções contra o Lixo Marinho da Zukunft – Umwelt – Gesellschaft (ZUG), visa estabelecer modelos sustentáveis de prevenção, recuperação e reciclagem do lixo marinho em três Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID) de língua portuguesa no Atlântico: Guiné-Bissau,Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

As sessões de avaliação, balanço e acompanhamento do Projeto EGALE-AO, realizadas entre os dias 6 de maio e 8 de junho de 2026, nas 16 tabancas de intervenção do projeto nas regiões de Bafatá, Bolama-Bijagós, Oio e Quinara, revelaram resultados encorajadores no reforço da autonomia económica das mulheres rurais.

A avaliação adotou uma metodologia coletiva, participativa e aberta, permitindo que todos os membros das associações expressassem livremente as suas opiniões sobre a gestão dos recursos das organizações e os resultados alcançados ao longo do período de implementação. O processo criou um espaço de diálogo e reflexão, onde os participantes puderam esclarecer dúvidas, partilhar experiências e apresentar críticas construtivas e recomendações orientadas para a melhoria da gestão associativa e o fortalecimento das iniciativas comunitárias.

Durante o processo de avaliação, as associações de mulheres beneficiárias apresentaram os progressos alcançados através das diferentes caixas de poupança comunitárias criadas e geridas pelas próprias comunidades.

Entre os mecanismos implementados destacam-se as caixas de poupança destinadas à aquisição e manutenção de moto-carros, máquinas de descasque, hortas comunitárias e fundos de microcrédito. Estes instrumentos têm permitido às mulheres financiar atividades agrícolas, especialmente a produção hortícola, adquirir e conservar sementes, reabilitar e manter as hortas comunitárias e apoiar iniciativas sociais e educativas.

Os fundos mobilizados têm igualmente contribuído para a construção e reabilitação de escolas, ao apoio financeiro às crianças em idade escolar e á concessão de pequenos empréstimos destinados ao desenvolvimento de atividades geradoras de rendimento.

As beneficiárias consideram que os resultados alcançados demonstram a capacidade organizativa das mulheres rurais e evidenciam a importância dos mecanismos locais de poupança no fortalecimento da economia familiar e comunitária. Os resultados da avaliação confirmam ainda o papel central das mulheres na promoção do desenvolvimento local, da resiliência comunitária e da igualdade de género.

O Projeto EGALE-AO, implementado pela Tiniguena em parceria com a Inter Pares e as organizações da África Ocidental, visa reforçar a igualdade de género através da agroecologia liderada pelas mulheres, promovendo a sua participação nos processos de tomada de decisão e melhorando o acesso e o controlo dos recursos económicos.

No âmbito da parceria entre a Tiniguena e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), uma delegação de mulheres guineenses está no Brasil para um intercâmbio de reflexão e partilha de experiências. O encontro foca-se na produção de alimentos, artesanato e conhecimentos tradicionais, com destaque para o protagonismo feminino e para a Soberania e Segurança Alimentar. O objetivo central é fortalecer as ações de valorização cultural e o protagonismo comunitário.

Apoiado pela Associação Kalunga Comunitária Engenho II (AKCE), o intercâmbio decorre de 22 a 26 de junho de 2026, na Comunidade KalungaEngenho II, em Cavalcante (Goiás). Sob o lema “Diálogo e saberes ancestrais: Caminhos entre a Guiné-Bissau e o Brasil”, a iniciativa visa proporcionar o encontro entre mulheres agricultoras, técnicas e pesquisadoras dos dois países, promovendo o diálogo sobre práticas agroecológicase tecnologias sociais.

A comitiva da Guiné-Bissau, coordenada por técnicos agrónomos da Tiniguena, é composta por agricultoras de três aldeias onde a organização atua. A Tabanca de Abú (Ilha de Formosa, sector de Caravela) é representada por Maimuna AugustoCunra, membro do agrupamento de mulheres horticultoras. A comunidade de Cabedu (zona de Cantanhez, região de Tombali) conta com a presença de M'buldé Na Baa, marisqueira e também, presidente da Unidade de Produção de citiburmedju (óleo de palma). Já a comunidade de Bessassema na região de Quinará é representada pela Alapaz Mam Tchongo, integrante do grupo local de horticultoras.

Este intercâmbio integra as metas do Projeto Ecossistema de Tecnologias Socio-territoriais Afro-Brasileiras em Agroecologia e Segurança Alimentar e Nutricional. A iniciativa é desenvolvida pela UNILAB, através da Pró-Reitoria de Relações Institucionais e Internacionais (Prointer), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do Grupo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Agriculturas e Sistemas Sustentáveis (GEEPASS), vinculado à Escola de Agronomia.

Os participantes da XX Assembleia Geral de Urok recomendaram a integração da educação ambiental nos programas escolares como forma de sensibilizar as novas gerações para a preservação dos ecossistemas e para uma utilização sustentável dos recursos naturais.

Face aos desafios colocados pelas alterações climáticas e pela crescente pressão sobre os recursos naturais, os participantes defenderam igualmente a revisão das estratégias de fiscalização dos bancos de moluscos, em particular durante os períodos de repouso biológico, bem como o reforço dos mecanismos tradicionais de conservação dos recursos, valorizando o papel dos anciãos e das autoridades tradicionais na gestão comunitária.

A Assembleia apoiada pelo Projecto ACF-AO, reuniu mais de 135 participantes provenientes das ilhas e comunidades da Área Marinha Protegida Comunitária de Urok (Formosa, Nago e Chediã), bem como representantes do Parque Nacional de Orango e do Parque Marinho João Vieira e Poilão.

Sob o lema “20 anos de gestão partilhada da AMPC Urok”, os participantes refletiram sobre os avanços alcançados e os desafios que se colocam para o futuro da área protegida.

Tomaram igualmente parte no encontro autoridades locais, representantes do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) e uma delegação da Área Marinha Protegida de Abéné, em Ziguinchor (Senegal), que partilhou a sua experiência em matéria de gestão participativa dos recursos naturais.

Durante os trabalhos foram apresentados os resultados de um inquérito de avaliação sobre a evolução da AMPC Urok ao longo dos seus 20 anos de existência. O estudo conclui que o modelo de governação partilhada continua alinhado com os valores culturais do povo Bijagó e contribui para a conservação dos recursos naturais. No entanto, identificou igualmente fragilidades na gestão de alguns recursos marinhos e terrestres, dando origem a um amplo debate e à formulação de várias recomendações.

No que respeita à juventude, os participantes defenderam o reforço das oportunidades de formação e educação nas ilhas, bem como uma maior participação dos jovens nos processos de decisão comunitária. Foi também recomendada uma maior dinamização das assembleias insulares por iniciativa dos próprios comités de gestão.

Durante a Assembleia foram ainda apresentados e aprovados os novos representantes das tabancas nos Comités de Gestão das ilhas de Nago, Chediã e Formosa.
Os participantes foram igualmente informados de que se encontra em curso o processo de elaboração do terceiro Plano de Gestão da AMPC Urok, cuja proposta deverá ser submetida à apreciação e aprovação numa próxima Assembleia Extraordinária.

Criada em 2005, a Área Marinha Protegida Comunitária de Urok é considerada uma experiência pioneira de gestão participativa na África Ocidental. O seu modelo de governação assenta na partilha de responsabilidades entre as comunidades locais e as instituições públicas, abrangendo as ilhas de Formosa, Nago e Chediã, no Arquipélago dos Bijagós.

As organizações locais (NADEL, OGD e ANCOPF-GB), os Comités de Gestões e as Federações dos Agricultores nas regiões de Quinará e Bolama foram capacitados no domínio dos direitos económicos, políticos e sociais das mulheres e das pessoas com deficiência, prevenir as desigualdades, e promover a participação ativa e inclusiva nos processos de desenvolvimento comunitário das mulheres e pessoas com deficiência.

A formação realizada no âmbito da implementação do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Económico das Regiões do Sul (PADES), decorreu em Bubaque, juntou participantes de diferentes sectores que compõe estas duas regiões (Bolama e Quinará) com o objetivo de promover aautonomização das mulheres e pessoas com deficiência através da promoção de iniciativas inclusivas e queprotegem essas camadas vulneráveis.

A formação permitiu a troca de experiências entre os participantes, e levou à reflexão coletiva sobre os desafios relacionados com os direitos (económicos, políticos e sociais) nas comunidades possuindo mecanismos de defesa dos direitos das mulheres e das pessoas com deficiência.

Durante os trabalhos no campo os participantes fizeram levantamentos e sensibilização nos mercados, nas escolas e noutras instituições de Bubaque, onde concluíram queem muitas instituições as pessoas com deficiência enfrentam dificuldades, enfrentam também estigmatização dentro da própria família, comunidade na sociedade emgeral.

Os participantes comprometeram-se replicar não só a formação no seio das suas comunidades, mas também,sensibiliza-las sobre os mecanismos de defesa dos direitos das mulheres e das pessoas com deficiência e a promoçãoda dignidade humana.

PADES é cofinanciado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Fundo da OPEP para o Desenvolvimento Internacional, o "Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Económico das Regiões do Sul (PADES)" visa contribuir para a redução da pobreza através da criação de condições para o desenvolvimento sustentável da economia rural e do reforço das capacidades socioeconômicas das comunidades rurais de Tombali, Quinará e Bolama-Bijagós.

Mais de 42 tabancas das regiões de Bafatá, Bolama, Oio e Quinara participaram recentemente em formações em cascata sobre teorias e práticas de agricultura ecológica, promovidas pela Tiniguena no âmbito do projeto Egale-AO.

As formações foram facilitadas pelos pontos focais de 14 das 16 tabancas onde o projeto atua, com o objetivo de multiplicar conhecimentos junto das mulheres produtoras rurais, incentivando a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e amigas do meio ambiente.

A iniciativa pretende reforçar a consciência das comunidades sobre a importância da proteção da terra, valorização da produção local e promoção do consumo de produtos cultivados através de métodos agroecológicos.

Os encontros decorreram nas hortas comunitárias e contaram com a participação de 1924 (mil e novecentos e vinte e quatro) mulheres produtoras de diferentes tabancas. As sessões combinaram componentes teóricas e práticas, permitindo às participantes aprofundar conhecimentos sobre agricultura biológica, adubação orgânica e métodos naturais de combate às pragas.

Segundo os pontos focais envolvidos na formação, a experiência nas comunidades revelou uma forte necessidade de ampliar a rede de apoio às mulheres produtoras, tendo em conta o elevado potencial agrícola existente nas diferentes hortas comunitárias.

Durante os encontros, as participantes identificaram a falta de água e a ausência de vedação dos espaços de cultivo como alguns dos principais desafios enfrentados no desenvolvimento das atividades agrícolas. Apesar disso, as mulheres demonstraram determinação e confiança na continuidade do trabalho agrícola desenvolvido nas comunidades.

Após as formações em cascata, a Tiniguena realizou visitas de acompanhamento às tabancas beneficiárias, com vista ao reforço técnico e monitoria das práticas implementadas pelas produtoras.

Como forma de incentivar a continuidade deste trabalho comunitário, foram igualmente distribuídos kits de materiais agrícolas às beneficiárias, gesto que foi amplamente aplaudido pelas mulheres produtoras e considerado um importante apoio ao fortalecimento da produção local e da segurança alimentar nas zonas rurais.

De acordo com a coordenadora do projeto Ruiguiato Baldé, a continuidade destas ações será fundamental para fortalecer a autonomia económica das mulheres, incentivar o desenvolvimento comunitário e garantir práticas agrícolas mais adaptadas aos desafios climáticos e sociais enfrentados pelas comunidades rurais.

A Tiniguena abriu esta segunda-feira, 01 de junho a celebração do seu trigésimo quinto aniversário com a exposição de livros, estudos e materiais de visibilidade intitulada “35 anos da existência em serviços das comunidades” e com a formação no domínio de empreendedorismo feminino e juvenil destinadas às ONG de Quinará e Bolama, Federação dos Agricultores e a Equipa de Tiniguena nas Ilhas.

A formação que decorreu em Bissau, no âmbito da implementação do projecto PADES, juntou 13 jovens das ONG’S (NADEL, OGD e ANCOPF-GB), a Federação dos Agricultores da região de Quinará e Bolama e a Equipa da Tiniguena nas Ilhas, com o objetivo de não só reforçar as capacidades das mulheres e de jovens no domínio do empreendedorismo, mas também de promover iniciativas econômicas sustentáveis, geração de rendimento e fortalecimento da autonomia económica.

Foram também abordadas as técnicas de gestão de pequenos negócios, planejamento financeiro e comercialização, na qual através dos exercícios práticos refletiram sobre as oportunidades de autoemprego e geração de rendimento, o que permitiu o aprofundamento dos conhecimentos básicos sobre empreendedorismo, gestão de pequenos negócios e geração de rendimento, bem como desenvolver competências aplicáveis às suas atividades econômicas e comunitárias.

De referir que no quadro da celebração dos 35 anos da Tiniguena a decorrer de 01 á 20 de junho serão realizadas diversas atividades em diferentes comunidades onde atua o projecto. A exposição “35 anos da existência em serviços das comunidades” ficará à disposição do público durante toda a celebração no Centro Multiuso Augusta Henriques, Tiniguena.

Trazendo toda a história da Tiniguena na luta para a preservação e conservação da biodiversidade e na promoção da justiça social e do desenvolvimento participativo e durável das comunidades, particularmente rurais.

A Tiniguena celebra, dia 05 de junho de 2025 o seu trigésimo quinto aniversário na luta para a preservação e conservação da biodiversidade e na promoção da justiça social e do desenvolvimento participativo e durável das comunidades, particularmente rurais.

PROGRAMA DE ATIVIDADES:

01 a 20 de junho de 2026

1. ATIVIDADE - Formação - Projeto PADES

Tema: Empreendedorismo Juvenil
Data: 01 de junho de 2026
Local: Tiniguena, Bissau
Facilitadora: Claudina Viegas
Parceria: FIDA

 

2. ATIVIDADE Formação - Projeto PARCERIA
Tema: Oficina de recolhas de histórias de jovens
Data: 02 e 03 de junho de 2026
Local: Sessão online e na Tiniguena
Formadora: Vanessa Ribeiro Rodrigues
Parceria: ACEP e PLATONG-CV

 

3. ATIVIDADE - Reportagem do mês - Projeto iPARTICIPATE

Tema: Crianças e o direito básico à Educação
Data: 03 de junho de 2026
Local: Bafatá
Parceria: CCFBG, PNUD, UE

4. ATIVIDADE – Celebração oficial do 35º aniversário
Mensagem do Diretor Executivo
Testemunhos dos Parceiros
Data: 05 de junho de 2026
Local: Redes Sociais da Tiniguena
5. ATIVIDADE – Formação - Projeto PADES
Tema: Direitos Económicos e Inclusão das Pessoas com Deficiência
Data: 08 a 12 de junho de 2026
Local: Bubaque
Facilitador: Miguel de Barros
Parceria: FIDA
6. ATIVIDADE – Sistematização de boas práticas agrícolas - Projeto REDE
Tema: catálogo agroecológico das práticas das comunidades de leste
Entrevistada: Lilian Mendonça
Data: 10 de junho de 2026
Local: Redes Sociais da Tiniguena
Parceria: FIDA
7. ATIVIDADE XXª Assembleia Geral da Área Marinha Protegida Comunitária das Ilhas Urok
Tema: 20 anos de gestão partilhada da AMP Urok
Data: 13 de junho de 2026
Local: ilha de Formosa
Parceria: Inter Pares e IBAP
8. ATIVIDADE Exposição de diversos materiais dos Projetos da Tiniguena
Tema: Tiniguena, 35 anos de existência ao serviço das comunidades
Data: 01 a 15 de junho de 2026
Local: Centro Multiusos Augusta Henriques | Tiniguena
Materiais a Expor: Quadros das Mulheres Empreendedoras, Produtos da linha “kil ki di nos tem balur”, Publicações e Brindes

No âmbito do projecto iPARTICIPATE, cuja implementação conjunta está a cargo da Tiniguena eCentro Cultural Franco-Bissau-Guineense, promove-se no próximo sábado, 23 de maio a Conferência alusiva ao Dia de África, intitulada “Kriol, juventude e território: pensar o lugar da Guiné-Bissau no mundo”, que visa promover um debate sobre temáticas emergentes voltadas para desafios científicos e identitários ligados ao estudo da herança africana entre culturas, histórias e memórias linguísticas; reflexão em torno da construção de novas narrativas com participação engajada e emancipada; e ainda questionamento sobre a posição da Guiné-Bissau na dinâmica da África Ocidental perante os desafios globais e africanos.

O evento que decorrerá no Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense convida a juventude para uma reflexão e debate em torno de temáticas como: O lugar da Guiné-Bissau na dinâmica da África Ocidental; a participação da Juventude guineense na construção de novas narrativas; e, a importância, o valor histórico do kriol e os seus desafios comparativos.

Esses temas serão conduzidos por um grupo de três painelistas com perfis de investigadores, docentes, linguistas e sociólogos e a moderação estará a cargo da jornalista Djariatu Baldé.

Financiado pelo PNUD, através do Projeto de Apoio ao Ciclo Eleitoral (PACE), “iPARTICIPATE” é uma iniciativa das organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau, em parcerias com o Centro Cultural Franco Bissau-Guineense e Projeto Boa Governação, que por meio de uma plataforma digital visa ampliar o espaço de diálogo e debate público no seio da juventude, promovendo o acesso às novas tecnologias e à literacia digital.

A Tiniguena e a Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento assinaram um acordo de cooperação institucional no domínio da conservação ambiental, educação, gestão de resíduos e governança participativa para o desenvolvimento sustentável com o objetivo de fortalecer suas atuações locais e consequentemente as agendas ambientais na Africa Ocidental e Palop.

A assinatura do acordo entre estas duas organizações lusófonas decorreu no passado dia 29 de abril em Nouakchott, Mauritânia durante a participação na 12ª edição do Fórum Regional Marinho e Costeiro (FOMACO) organizada pela Parceria Regional para a Conservação Costeira e Marinha na África Ocidental (PRCM) sob o lema “Saúde dos oceanos: uma alavanca para uma economia azul sustentável e inclusiva”.

Da parte da Tiniguena a parceria foi assinada pelo seu diretor executivo, Miguel de Barros e da parte da ADAD pelo seu presidente, Januário da Rocha Nascimento. As duas organizações que são membros de várias redes nacionais e internacionais com destaque a PRCM e UICN, comprometem-se numa parceria para Programas de Financiamento Internacional, a execução de estratégias conjuntas para a mobilização de recursos a favor das comunidades, promoção de campanhas Solidárias em Situações de Calamidades Naturais (cheias e inundações).

De referir que a ADAD-Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento é uma organização não governamental cabo-verdiana, fundada em 1991 que visa promover o desenvolvimento sustentável e proteger o ambiente tendo por missão promover um meio ambiente saudável e a sensibilização das populações para os problemas ambientais tanto no espaço terrestre como no espaço marítimo, bem como a realização de ações que visem contribuir para o desenvolvimento do país, em particular no que se refere ao combate à pobreza, desertificação e exclusão social.

A Tiniguena é uma organização não governamental guineense fundada em 1991, que visa promover o desenvolvimento participativo e durável, baseado na conservação dos recursos naturais e culturais e no exercício da cidadania.
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